Mãe, mulher e executiva: multifunções em uma só pessoa

Desde a década de 1950 a nossa sociedade passa por inúmeras transformações. Revoluções e crises econômicas impulsionaram as mulheres a adentrarem no mercado de trabalho. Hoje, a renda gerada por elas é fundamental no orçamento familiar.



Paralelamente a isso, a maternidade, principal atividade da mulher durante séculos, passou a ser adiada e com o número de filhos reduzido. Na maioria das vezes, a mulher opta por ser mãe quando a ausência no ambiente de trabalho não representa mais tanta vulnerabilidade para a carreira da mulher. Elas acreditam que, ao demorar mais para ter filhos, vão adquirir maturidade, ocupar cargos estratégicos, se fortalecer no mercado, se resolver financeiramente e conseguir sustentar melhor a sua família, caso decida por não retornar ao trabalho após o fim da licença maternidade.


Segundo a pesquisa de 2014 do IBGE, 38% das famílias são chefiadas por mulheres, além disso, elas comandam 87% dos lares sem cônjuge e com filhos. Mesmo assim, as mães brasileiras são as que menos retornam da licença ou adiam esse retorno por inúmeros motivos. Uma das principais razões é o fato da licença maternidade no Brasil ter um período três vezes menor se comparada a países desenvolvidos como Noruega e Reino Unido. Outro desafio que muitas mães enfrentam é a “culpa” por ter que deixar seu filho aos cuidados de outra pessoa, ao mesmo tempo que desejam voltar ao trabalho.


Porém, o maior desafio de conciliar a maternidade e a carreira está justamente no fato de que ambas atividades andam juntas. Ser mãe não diminui as responsabilidades com o trabalho e ser profissional também não diminui as responsabilidades com os filhos. Em várias situações é necessário que a mãe reduza sua carga horária no trabalho para dar conta da maternidade. Mas, vale lembrar que filho não, necessariamente, se cria sozinho e que o companheiro também pode contribuir e assumir tarefas de educação dos filhos. A divisão de tarefas é mais comum atualmente, pois os homens, que antes assumiam função patriarcal, hoje assumem tranquilamente o controle do lar e dos filhos.


A mãe que passa menos tempo com os filhos devido ao trabalho, não deixa de ser mãe, por isso é fundamental organizar-se para destinar um tempo exclusivo com o filho. Mas, lembre-se, quantidade de tempo não é qualidade. Não adianta passar o dia com o filho sem olhar nos olhos ou sem sentar para brincar. Estar perto não significa estar junto, é preciso realmente destinar a atenção ao filho quando for a hora da família.


Quando há possibilidade de ficar mais tempo ao lado dos filhos, indica-se também que a mãe inclua o filho nas atividades da casa, como ir ao supermercado, ir ao correio ou preparar a mochila da escola. São tarefas simples mas que resultam o despertar do sentimento de integridade da rotina da família.


Ser realizado na vida profissional e pessoal é algo fundamental. Para a conquista disso, é preciso que as mães organizem o tempo, além de dispor de criatividade e improvisação. Essa conciliação entre o trabalho e a família é a maior pressão que a mulher sofre. Mas com a administração de tempo é possível arrumar espaço para o lazer, para os negócios, para ser mãe e para ser mulher. É uma busca constante de equilíbrio, porém, uma busca prazerosa.


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